Validador de CPF

Digite um CPF, com ou sem pontuação, para conferir se os dois dígitos verificadores estão corretos. A ferramenta mostra o cálculo completo, passo a passo. A validação é apenas matemática e acontece no seu navegador: o número não é enviado, consultado nem registrado.

Exemplos fictícios:

O CPF digitado não sai do seu navegador: não é enviado, consultado em bases nem registrado.

Cálculo passo a passo

Como usar

  1. Digite ou cole o CPF. Pontos, hífen e espaços são aceitos e ignorados.
  2. Clique em Validar (ou pressione Enter).
  3. Leia o resultado e, logo abaixo, o cálculo de cada dígito verificador.
  4. Use os exemplos fictícios para ver um caso válido, um com dígito errado e um com dígitos repetidos.

O que significa “válido”

Um CPF válido aqui é um número cujos dois últimos dígitos batem com o cálculo feito sobre os nove primeiros. Isso indica que o número foi digitado sem erro de formato, mas não comprova que o CPF existe, pertence a alguém ou está regular na Receita Federal. Essa confirmação só pode ser feita nos serviços oficiais.

Como o cálculo funciona

O CPF tem 11 dígitos: os 9 primeiros formam a base e os 2 últimos são verificadores, calculados pelo método do módulo 11. Veja com o exemplo fictício 111.444.777-35:

1º dígito verificador

Multiplique os 9 primeiros dígitos pelos pesos de 10 a 2 e some:

1×10 + 1×9 + 1×8 + 4×7 + 4×6 + 4×5 + 7×4 + 7×3 + 7×2
= 10 + 9 + 8 + 28 + 24 + 20 + 28 + 21 + 14 = 162

Divida a soma por 11 e pegue o resto: 162 ÷ 11 dá resto 8. Se o resto for menor que 2, o dígito é 0; senão, é 11 menos o resto. Aqui: 11 − 8 = 3.

2º dígito verificador

Repita com os 9 dígitos mais o primeiro verificador, agora com pesos de 11 a 2:

1×11 + 1×10 + 1×9 + 4×8 + 4×7 + 4×6 + 7×5 + 7×4 + 7×3 + 3×2
= 11 + 10 + 9 + 32 + 28 + 24 + 35 + 28 + 21 + 6 = 204

204 ÷ 11 dá resto 6, então o dígito é 11 − 6 = 5. Os verificadores calculados (3 e 5) coincidem com os informados: o CPF é matematicamente válido.

Sequências repetidas

Números como 111.111.111-11 ou 000.000.000-00 passam no cálculo, mas não são CPFs válidos. Por isso a ferramenta os recusa antes de calcular. Esquecer essa regra é um bug comum em validadores caseiros.

Uso em QA e desenvolvimento

  • Conferir se os CPFs da sua massa de testes são aceitos pelas validações do sistema.
  • Entender por que um formulário recusa um número e explicar a regra no bug.
  • Revisar a implementação de um validador: comparar o resultado dela com o cálculo passo a passo daqui.

Casos de teste para um campo de CPF

EntradaResultado esperado
CPF com dígitos corretos, com máscaraAceito
O mesmo CPF sem máscaraAceito
Último dígito alteradoRecusado
Todos os dígitos iguaisRecusado
10 dígitos (zero inicial esquecido)Recusado, com mensagem clara
12 dígitosRecusado
Letras ou símbolosRecusado
Campo vazioMensagem de obrigatório, não de inválido

Para testes, use CPFs sintéticos, como os do gerador de massa de testes, e nunca números de pessoas reais.

Limitações

  • A ferramenta não consulta a situação cadastral nem a existência do CPF.
  • Exige os 11 dígitos. Um CPF que começa com zero precisa ter os zeros digitados.
  • Valida apenas CPF. CNPJ usa outro cálculo e, a partir de 2026, também o formato alfanumérico.

Perguntas frequentes

Esta ferramenta consulta a Receita Federal?

Não. Ela só refaz o cálculo dos dígitos verificadores, sem acessar nenhuma base de dados. Para saber a situação de um CPF, use os serviços oficiais da Receita.

O CPF que digito fica salvo?

Não. O cálculo é feito pelo JavaScript da página, no seu navegador. Nada é enviado nem registrado.

Por que um CPF com dígitos corretos pode não existir?

Porque o cálculo só garante coerência interna do número. Existem milhões de combinações matematicamente válidas que nunca foram emitidas.

O 9º dígito tem algum significado?

Sim. Ele indica a região fiscal onde o CPF foi emitido; o dígito 8, por exemplo, corresponde a São Paulo. Isso não muda o cálculo dos verificadores.

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Referências